viernes, 18 de septiembre de 2009

Não force seu bebè a andar

Deixe que ele mesmo descubra o movimento e o equilíbrio


Um bebè com menos de 4 semanas não controla a cabeça.
Se alguém o puxa para cima, a cabeça cai para trás.




A partir do quarto mès, ele já retesa os ombros, assim que alguém o puxa.




Por volta dos 3 meses, ele já sabe manter a cabeça erguida.
Logo será capaz de firmar também os ombros.




Um ou dois meses mais tarde, o bebê conseguirá sentar por algums
momentos sem nenhum apoio. Entre sentar e andar, leeva uns sete meses.
Nesse tempo. o bebê descobre varios jeitos de se locomover:



arrastar-se




ergue-se com apoio




engatinha




dá os primeiros passos


martes, 28 de julio de 2009

Tratamento dos problemas mais comuns

Muitas vezes a ansiedade dos pais e o nervosismo com que reagem aos problemas de saúde mais freqüentes dos filhos levam a tentar resolvê-los o mais rapidamente possível.
E sse estado de espírito quase sempre não considera as reais necessidades da criança. Utilizar medicamentos alopáticos indiscriminadamente, por exemplo, é um procedimento comum e pode, muitas vezes, criar dependência, desenvolver tolerância e provocar efeitos colaterais indesejáveis.
Na verdade, boa parte desses problemas pode ser resolvida com recursos simples, sem agressões ao organismo já desequilibrado da criança e tendo pouca despesa. E como conhecer melhor a causa da doença e seus sintomas sempre ajuda a desenvolver um tratamento coerente, a seguir são apresentados os problemas mais corriqueiros entre as crianças e indicadas também as formas de tratamento.



Febre

Este sintoma é muito comum em crianças com inflamação da auúgdala, gripe ou viroses típicas da infância, como sarampo, rubéola, caxumba, etc. A febre é uma reação de defesa importante contra as infecções e agentes estranhos. Como ainda não tem um sistema imunológico plenamente desenvolvido, o organismo infantil manifesta de forma mais acentuada suas reações ante a entrada de um micróbio na corrente sanguínea, fazendo com que as crianças tenham febres mais altas e mais freqüentes que os adultos.
Observar com calma o andamento do processo febril é sempre a conduta mais indicada. Se a temperatura subir rapidamente, podese abaixá-la um pouco sem apelar para antitérmicos químicos, aplicando compressas frias sobre o abdome da criança até perceber algum resultado positivo. Caso a temperatura continue alta, um banho morno ou quase frio sempre ajuda.
Durante essa conduta é importante a criança permanecer protegida de friagens e correntes de ar, além de receber uma dieta equilibrada e simples, à base de líquidos e caldos. Os enlatados, o açúcar branco, os doces e as carnes condicionadas são especialmente contra-indicados.
As drogas, analgésicos ou mesmo plantas medicinais e remédios homeopáticos do tipo complexo ou misturas e dinamizações muito baixas diminuem a febre, mas também bloqueiam a reação do organismo ao mal que o ataca, inibindo a energia vital da criança. Só se deve usar algom desses medicamentos em situações especiais e sob a orientação do pediatra. Os casos de febres mais persistentes e com temperaturas mais altas, ou que apresentem sintomas como perda de consciência, convulsões, urticária, falta de ar, etc., devem igualmente receber a atenção imediata de um profissional.


Diarréia

Caracterizada quando a criança evacua mais de três vezes por dia, apresentando fezes pastosas ou líquidas e abundantes, a diarréia é um sintoma alarmante, pois implica sempre a possibilidade de que evolua para um quadro de desidratação.


Quando as fezes são acompanhadas de muco, pus e sangue, o estado diarréico é chamado de disenteria. Erroneamente, tais casos parecem exigir o uso de medicamentos alopáticos que interrompam o processo, mas essa conduta muitas vezes leva ao agravamento do problema.
Além do perigo de inibir as forças bioenergéticas normais, bloquear a diarréia com medidas químicas, remédios homeopáticos de baixa dinamização ou mesmo através de recursos naturais significa reter no organismo as substâncias que o estão debilitando, impedindo a reação natural com que as forças vitais trabalham para restaurar o equilíbrio normal.

Normalmente, a causa da diarréia está na alimentação da criança, que pode ter ingerido algum produto contaminado ou desaconselhado. Outros problemas também podem estar envolvidos no processo, como infecções resistentes, enterites, tumores, verminoses, etc., ou, ainda, certos remédios alopáticos, como antibióticos e compostos de ferro que possam estar sendo ministrados à criança. Qualquer tratamento começa, obrigatoriamente, por um diagnóstico cuidadoso para determinar a origem do problema a ser atacado.
Depois, deve-se avaliar a forma e a intensidade das evacuações, se são acompanhadas por cólicas, náuseas ou vómitos, e se há sangue, muco, pus, cheiro pútrido ou fermentação nas fezes. O estado geral do paciente também deve ser observado, sem esquecer que, muitas vezes, a diarréia está ligada a problemas emocionais ou psicossomáticos da criança, funcionando apenas como uma maneira inconsciente de chamar a atençâo dos pais.
Quando parece indicado ou necessário intervir, uma medida natural, simples e caseira é fazer um chá forte com folhas de goiabeira e oferecêlo ao doente várias vezes por dia, de preferência quente e sem adoçar. Quando a criança apresenta dores e cólicas, deve-se acrescentar folhas secas de artemísia, hortela-pimenta e erva-cidreira verdadeira ao chá indicado.
Outro excelente recurso caseiro para manter o paciente hidratado é a água de farinha de mandioca crua, que se prepara da seguinte forma: misture 1/2 litro de água pura com 1 colher (de sopa) bem cheia de farinha de mandioca crua. Mexa de meia em meia hora até completar um período de quatro horas. Depois, deixe a farinha assentar no fundo do recipiente e passe a dar ao doente 1 colher (de sopa) por hora da água preparada.
Durante o desenvolvimento da doença, a criança deve receber uma alimentação bem leve, que não inclua carnes, ovos, açúcar branco, massas, leite de vaca e condimentos mais fortes como vinagre, pimenta, mostarda, catchup ou molho inglês. Nos bebés, a diarréia desaparece se forem alimentados apenas com leite matemo, desde, é claro, que a mãe mantenha uma alimentação natural e livre de toxinas e não esteja fazendo uso de medicamentos que afetem a criança.
Se o quadro persistir por um ou dois dias e a criança não apresentar sinais de melhora, deve-se procurar o pediatra, pois a diarréia é uma manifestação que debilita muito e leva de fato à desidratação.


Vómitos

Como nos problemas já examinados, o tratamento dos vómitos também deve passar primeiro por um exame cuidadoso do paciente para determinar o tipo de vómito. Bebês ou crianças muito pequenas, por exemplo, vomitam quando engasgam ou porque a mãe engravidou durante o aleitamento; alguns remédios tomados pela mãe também afetam o estômago do bebê.
Alguns vermes, como a lombriga, entre outros, provocam vômitos quando são expulsos pelo organismo. Nesses casos, o tratamento visa eliminar o parasita e impedir sua proliferação. Entre as crianças também há muitas situações de carência afeliva em que os vômitos ocorrem simplesmente para chamar a atenção dos pais.
O vômito pode ser uma manifestação de crianças que estão tomando remédios alopálicos como antibióticos, vermífugos e calmantes ou portadoras de doenças e tumores do aparelho digestivo e tumores cerebrais. Em todas essas situações, deve-se procurar a orientação de um profissional. Para amenizar o sintoma, entretanto, pode-se oferecer ameixa salgada japonesa (umeboshi) para a criança mastigar.


Gripe

Os vírus da gripe estão normalmente presentes nas vias respiratórias e só se tornam ativos agressores quando o sistema imunológico do paciente fica debilitado por algum motivo, como a alimentação rica em açúcar branco ou laticínios (mucogênicos), depressão psíquica, resfriamentos, golpes de ar, excesso de atividade ou horários e rotina impróprios a sua idade.
Depois que o vírus se manifesta no organismo da criança, assim como para os adultos, a gripe cumpre, inevitavelmente, o seu ciclo, cuja duração e intensidade serão determinadas pelo estado geral do paciente. Assim, todas as medidas indicadas a seguir buscam fortalecê-lo e recompor as suas defesas orgânicas.
Existem duas opções de tratamento naturalista, dirigidas aos dois estágios, inicial ou adiantado, nos quais o estado gripal pode ser detectado. No primeiro caso, notam-se tremores leves, nariz obstruído, um pouco de coriza e a criança se queixa de calafrios ou indisposição. Recomenda-se que coma cinco ou seis ameixas salgadas umeboshi e que faça várias sessões de sauna a vapor seguidas por banhos mornos ou frios.
Febre, às vezes bem alta, dores musculares, tosse, catarro, etc. são sinais de que a gripe já alcançou o segundo estágio. Nesse caso, as ameixas indicadas devem ser ingeridas três ou quatro vezes ao dia. O escalda-pés também é aconselhado duas vezes ao dia: coloque a criança com os pés numa bacia com água quente e deixe-a assim durante uns 30 minutos. Manter o doente protegido e descansado, e oferecer-lhe uma alimentação mais líquida (sopa de missô é excelente), suco de cebola duas vezes por dia e nabo comprido cru ralado uma vez por dia completam o tratamento específico.
A medicina convencional ainda não dispõe de antibióticos que com- batam os vírus da gripe, portanto nenhum remédio alopático é realmente efetivo no seu tratamento. Cápsulas de Óleo de alho e gotas de propolis são muito úteis nos estados gripais, mas devem ter a sua dosagem determinada pelo médico.
Assim como na maioria dos problemas de saúde mais corriqueiros, sempre funciona como proteção manter um estado geral mais saudável e uma alimentação bem equilibrada, principalmente para as crianças que ficam gripadas freqüentemente.


Tosse e doenças do aparelho respiratório

Novamente, a avaliação do estado geral do paciente e dos seus sintomas funciona como um item importante no tratamento a ser escolhido, pois, uma vez identificada a causa do problema, recursos eficazes bem simples podem ser os mais indicados para resolve-lo.
É necessário observar, por exemplo, se a tosse é seca ou com catarro e secreção, se é acompanhada por febre e de que tipo, se produz falta de ar ou deixa a criança muito abatida, etc. Quando e como a tosse se manifesta também são dados importantes: ela pode vir em acessos isolados ou freqüentes; produzir chiados, roncos ou outros sons; ser provocada por contato com pô, mofo, lã, umidade, tipo de alimento, etc. Ou ainda estar associada diretamente a certas doenças, como quando produz o guincho respiratÓrio característico da coqueluche ou os sinais de pele do sarampo ou da escarlatina. Em todas as situações, o tratamento sempre deve procurar afastar o perigodas infecções como a pneumonia, a broncopneumonia, etc., que complicam muitos quadros clínicos mais simples.
Dessa forma, o primeiro passo de qualquer conduta é identificar a origem da tosse. Observando atentamente as fezes da criança, podemos descobrir se a tosse está sendo causada por vermes intestinais, por exemplo. Para esses casos, existem vários procedimentos naturais que incentivam a eliminação dos vermes e, com eles, o motivo da tosse. O pediatra deve indicar o método apropriado.
Se a criança tosse porque sua garganta está irritada ou infeccionada, aconselha-se o seguinte tratamento: misture bem 1 xícara (de chá) de água filtrada com 1/3 de xícara (de chá) de suco de limão e 1 colher (de chá) de sal marinho. Faça com que a criança gargareje várias vezes por dia com esse preparado.


Tosse pulmonar

Sempre que se constata a tosse pulmonar, deve-se partir para um tratamento que vise a tonificar os pulmões, aumentando sua força e energia vital. Assim, a alimentação do paciente exige cuidados redobra-dos, com a eliminação imediata de todo o açúcar branco, doces e derivados, gelados, laticínios, farinhas, ovos, carnes condicionadas, etc.

Alguns alimentos naturais são os mais indicados: inhame, missô, raiz de bardana, arroz integral, nabo comprido, chicória, salsão, couve, quiabo, cebola, alho, beterraba, azeite de oliva, água de coco verde, rabanete, saladas de frutas cítricas e, especialmente, agrião e salsa crus, que devem ser ingeridos em grande quantidade; como esses dois vegetais não são muito bem aceitos pelas crianças, podem ser misturados em sopas, papinhas ou purés. Cereais integrais crus e sucos de laranja, limão ou lima-da-pérsia só são indicados aos doentes mais afetados.

Quando a criança apresentar tosse com bastante catarro, coriza, começo de gripe, risco de infecção pulmonar, crise alérgica ou de falta de ar, todos os laticínios devem ser eliminados de sua dieta, porque, apesar de conterem cálcio e proteínas, têm grande concentração de muco (mucopolissacarídeos) e contribuem para o agravamento do quadro.

Outro procedimento importante é proteger o doente de friagens e golpes de ar. Por isso, é desaconselhado oferecer bebidas muito quentes às crianças, principalmente os chás suadores (cânfora, poejo, canela, etc.), porque elas ficam mais suscetíveis a choques térmicos. O cambará-do-campo e o assa-peixe são ervas medicinais que fortalecem os órgãos respiratorios. Um cha feito com 50 g de cada erva e 1 litro de água pura deve ser oferecido ao paciente, sem adoçar, três vezes ao dia.
Outro bom aliado contra esses males é o óleo de alho, principalmente quando a criança apresenta muita secreção líquida, catarro e até se contraiu pneumonia. O produto é encontrado no mercado em cápsulas, que devem ser ministradas ao paciente de acordo com a orientação médica. Uma forma de fazer com que crianças pequenas aceitem melhor as cápsulas, é disfarçá-las junto com paes, sopas ou bolos.
O pró polis, um antibiótico natural resinoso fabricado pelas abelhas, é especialmente indicado para combater o catarro, infecções e secreções e para ajudar o paciente a reagir em casos de asma e bronquite alérgica. Como nao existe fiscalização específica para sua produção, recomendamos que o produto adquirido tenha a aprovação do Dinan e do 5IF impressa na embalagem.
Uma inalação caseira sempre oferece excelentes resultados: coloque folhas de eucalipto numa panela com água fervente; depois, faça com que a criança aspire o vapor que a panela liberta, diretamente ou através de alguma máscara improvisada. Deve-se manter a criança muito bem agasalhada durante toda a operação. Com as inalações, o catarro e as secreções fluidificam e são eliminados mais facilmente.
Outro procedimento caseiro consiste na aplicação de uma camada grossa de gordura de galinha aquecida sobre o peito e o tórax da criança. A área aplicada deve ser protegida com um papel pouco absorvente e isolada com um plástico grosso, permanecendo coberta por cerca de duas horas. Essa forma de cataplasma pode ser repetida todos os dias por uma semana, tempo durante o lua I o paciente não pode ser exposto a friagem.
Os casos mais graves, como de crianças que apresentam crises fortes de asma, necessitam de atendimento médico adequado, principalmente quando tomam broncodilata dores, antibióticos, corticosteróides, etc. Da mesma forma, terapias mais específicas, como as autovacinas e a auto-hemoterapia dinâmica, só podem ser utilizadas com a orientação do pediatra.


Raquitismo

O raquitismo é um distúrbio metabólico e nutricional que atinge bebês e crianças na primeira infância, impedindo a calcificação normal dos ossos. Vários fatores contribuem para o aparecimento dessa deficiência, mas o principal deles é, sem dúvida, a carência de vitamina D, conhecida como a "vitamina antiraquítica".
Encontrada no leite, ovos, peixe, óleo de fígado de bacalhau e na manteiga, essa vitamina controla a absorção metabólica do cálcio e do fósforo pelo organismo, atuando na formação dos ossos e na manutenção dos já formados. Outro coadjuvante importante nos casos de raquitismo é a falta de exposição ao sol, um problema cada vez mais constante da vida moderna.
A criança raquítica tem os membros miúdos, o tórax deformado, onde as costelas se salientam compondo o chamado "peito de pombo', e o abdome volumoso e inchado. A tez pálida e macilenta característica é um sinal de alerta para o médico, que completa o diagnóstico com um exame das articulações (em geral, fracas e debilitadas) e passando a mão pelos antebraços e pernas do paciente, cujos músculos evidenciam a falta de tónus, também característica da doença.
Os ossos amolecidos e deformados impedem o desenvolvimento normal da criança, levando a alterações esqueléticas graves e definitivas. Daí a importância de um tratamento que corrija rapidamente o organismo do paciente. Em geral, é recomendada uma dieta rica em cálcio e vitamina D, e uma complementação vitamínica sintética que deve ser orientada pelo pediatra. Naturalmente, torna-se muito mais necessário expor a criança ao sol.
Alguns cuidados funcionam muito bem na prevenção ao raquitismo:
• a mãe deve manter um padrão de alimentação rico e sadio durante toda a gravidez;
• o bebê precisa de sol e ar puro todos os dias;
• o cresdmento do bebê deve ser constantemente avaliado pelo pediatra - o ideal é uma vez por mês.


Desidratação: causas, sintomas e cuidados

A água constitui cerca de 2/3 do corpo humano e é, junto com o oxigênio, seu elemento mais importante. Quando nossas funções vitais estão normais, conseguimos repor as perdas diárias de água, mas às vezes esse equihbrio se altera provocando um quadro genericamente chamado de desidratação.
Crianças que apresentam infecções de origem intestinal com sintomas como diarréia, disenteria e vâmitos
sempre ficam próximas de desenvolver um quadro de desidratação. Em todos esses casos, a primeira providência é tentar repor a água que o organismo está perdendo, oferecendo caldos, sopas, sucos, etc. Assim, também a reação das suas forças vitais é incentivada e pode trabalhar melhor para expulsar os causadores do mal sem debilitar o estado geral do paciente.
A criança desidratada apresenta olhos encovados, boca seca e muita sede, alteração da elasticidade da pele, moleira baixa e diminuição do volume de urina. Qualquer desses sintomas é suficiente para suspender sua alimentação e procurar o médico o mais depressa possível, pois, se evoluir para um estado mais avançado, a desidratação pode matar cm 24 horas.


domingo, 19 de julio de 2009

A alimentação das crianças

Para todos os pais, o desejo de ver seu filho crescer c tornar-se um adulto saudável e inteligente, apto a realizar seu potencial e ser feliz, nasce junto com ele. E a boa alimentaçao é um importante passo nesse caminho.

Atualmente, é grande o número de pais que procuram orientar-se a respeito da alimentação de seus filhos e muitos deles estâo optando por seguir uma linha natural e mais coerente com as necessidades físicas da criança, eliminando os produtos que não contribuem de fato com o seu desenvolvimento. Nesse cardápio ideal não há lugar para doces, guloseimas e comidas industrializadas convencionais.
Mas não é fácil suprimir aqueles alimentos atraentes do dia-a-dia infantil, e mesmo os pais bem informados a respeito de padrões racionais de alimentação e que decidiram seguir esse caminho devem procurar a maneira mais adequada de convencer a criança a aceitar de boa vontade a nova orientação. Será muito difícil para ela desistir dos sedutores produtos industrializados que vê a toda hora em sua casa: se os pais não modificarem os próprios hábitos alimentares desequilibrados, não poderão exigir o mesmo dos seus filhos.


A melhor dieta

Sabe-se também que a dieta ideal deve levar em conta as reais neces¬sidades da criança, respeitando sua fase de crescimento, tipo físico e de metabolismo e outros elementos não menos importantes. Mesmo os pais mais bem-intencionados correm o risco de provocar sérios danos ao organismo infantil, se não tomarem esses cuidados básicos.
Uma alimentação balanceada para crianças deve incluir boa quantidade de cereais integrais, legumes, leguminosas, muitas frutas, verduras, ovos caipiras e peixe fresco. E doses de bom senso e criatividade, que são indispensáveis para conquistar a aprovação das crianças. Existem muitos livros de receitas naturais e macrobióticas que ajudam na tarefa de preparar cardápios variados e atraentes.
Mães naturalistas mais empenhadas procuram produzir elas mesmas a maior parte dos alimentos que a família consome. Outro caminho é controlar a procedência dos produtos adquiridos, filiando-se a grupos ou cooperativas de produção orgânica. Muitas complementam sua formação freqüentando cursos de culinária natural, Do-ln, medicina natural e bioterapia natural, etc. E logo percebem que tais esforços se revertem em benefícios notáveis: crianças mais saudáveis, com funções digestivas e intestinais regulares e muito menos suscetíveis aos problemas de saúde comuns à idade.


Efeitos e reações

Mas sempre é bom lembrar que mesmo filhos de pais "macrobióticos" ou crianças submetidas a essa dieta podem se tornar raquíticos e descorados e apresentar um crescimento abaixo do normal. O raquitismo e a desnutrição também aparecem em crianças vegetarianas, cuja dieta tem como base grandes quantidades de soja. Esses problemas são explicados pela competição na absorção intestinal entre o cálcio e o fósforo, conforme foi explicado na alimentação dos bebês - processo que provoca uma lenta descalcificação, a ser corrigida o mais rápido possível. Por isso é fundamental fazer avaliações freqüentes do estado geral da criança, para poder reunir elementos seguros e adaptar sua dieta sempre que for necessário.
Outras manifestações comuns nas crianças que passam a receber alimentação natural são as chamadas "reações de eliminação de toxinas", como a coriza e o catarro das vias respiratórias. Esses e outros problemas de pouca ou nenhuma gravidade surgem naturalmente quando o organismo da criança elimina produtos ingeridos em excesso ou com umidade, e desaparecem da mesma forma espontânea como apareceram, sem febre ou queda do estado geral de ânimo e saúde.
Mesmo sendo sinais que preocupam os pais, tais reações demonstram que a alimentação natural está atingindo seus objetivos e afetando positivamente o organismo da criança. Esses sintomas não se manifestam, por exemplo, nas crianças que recebem medicamentos alopáticos, pois seu organismo perde a capacidade de reagir contra as substâncias antimetabólicas. Algumas drogas homeopáticas de baixa dinamização, quando usadas sem orientação médica, também causam a supressão de reações orgânicas.


Orientação e tratamentos

Muitas mães ficam em dúvida so¬bre como agir quando percebem que a criança apresenta amigdalite ou caroços, às vezes até grandes, espalhados pelo pescoço. Quanto às amígdalas, são órgãos de defesa que inflamam como resultado do combate que estão travando contra algum germe agressor; em geral, respondem muito bem à medicação homeopática e ao própolis, o antibiótico natural produzido pelas abelhas. A cirurgia que extirpa toda a amígdala ou parte dela só é indicada nos casos de infecção mais séria, em que o órgão fica demasiadamente afetado.
Já os gânglios que aparecem no pescoço da criança devém ser examinados pelo pediatra, principalmente se forem grandes e muito numerosos. Embora esse sintoma seja em geral reflexo de viroses próprias da infância, como sarampo ou rubéola, ou de inflamações dentárias, amigdalite ou algum foco infeccioso, somente um médico homeopata experiente poderá identificar com exatidão sua causa e, através de um exame mais criterioso da criança, indicar a terapia apropriada.

sábado, 11 de julio de 2009

A adequação do bico da mamadeira

Como substituto do mamilo materno, o bico da mamadeira deve aproximar-se o mais possível da forma anatômica que o seio apresenta no momento da amamentação: o comprimento do bico, por exemplo, deve ser suficiente para ocupar toda a boca do bebê. E o furo deve estar de acordo com a necessidade da criança, ou seja, deve deixar passar a quantidade ideal de leite, sem exigir um esforço exagerado (que provoca dores e os incômodos gases) nem proporcionar um fluxo excessivo, que sempre deixa o bebê engasgado.
A posição do furo também é muito importante, pois o que normalmente ocorre é o furo na ponta do bico, que faz o leite passar da mamadeira para a garganta da criança direfamente e num jato forte. O ideal é que o bico seja furado na parle superior (como mostra o desenho), para que o bebê aprenda a apertar o bico, direcionando o jato de leite para o céu da boca, exatamente como ocorre com mamilo materno. Essa simples adaptaçno proporciona também a massagem do céu da boca pela língua do bebé, o que desperta os centros energéticos psicorgânicos situados nessa regino e já vai estimulando a futura dentiçno do bebê.

martes, 16 de junio de 2009

Receitas

Leite de cereais

Ingredientes
1 colher (de sobremesa) de arroz integral orgânico
1 colher (de sobremesa) de aveia integral orgânica
1 colher (de sobremesa) de grãos de trigo sarraceno
1 col11er (de sobremesa) de milho integral orgânico ou de cevadinha

Modo de preparar
Junte todos os ingredientes no copo do liquidificador e bata até obter uma farinha fina. Passe pela peneira numa panela grande, se possível de barro, louça, ferro ou vidro (evite as de metal), e leve a mistura ao fogo até que fique ligeiramente tostada. Acrescente água mineral pura, sem gás, até obter a quantidade desejada. Deixe no fogo brando, mexendo sempre, durante uns 20 minutos, ou até que o "leite" se aproxime da consistência do leite materno. Deixe esfriar.

Observações: não é necessário acrescentar nenhum adoçante, nem mesmo mel. Esse leite deve ser adaptado ao paladar do bebé, que é quem vai determinar sua fórmula. Existem crianças, por exemplo, que só aceitam o leite produzido com arroz integral e trigo sarraceno.


Leite de soja caseiro

De véspera, coloque 500 g de soja em grão de molho em bastante água. No dia seguinte, tire a película que envolve cada grão (já estará solta após a hidratação), escorra a água e coloque uma parte dos grãos no copo do liquidificador. Acrescente água, bata um pouco, só para desmanchar a soja, e reserve. Repita a operação com toda a soja hidratada.
Leve a massa obtida ao fogo com mais ou menos o triplo de água. Deixe ferver até que apareça uma espuma branca - é a toxina da soja. Retire-a com uma escumadeira e mantenha fervendo por mais uns 10 minutos; apague o fogo e deixe esfriar.
Coe o líquido num pano e reserve a massa para fazer bolinhos, tortas, etc. O leite resultante deve ficar espesso, amarelado e forte - para ser dado à criança necessita uma certa diluição em água, o suficiente para adquirir coloração esbranquiçada.

lunes, 18 de mayo de 2009

Quando a leite acaba

Mesmo apelando para todos os recursos disponíveis, muitas vezes a mãe não consegue amamentar. Nesses casos, antes de recorrer à alimentação artificial, continua sendo uma boa opção arranjar uma ama-de-leite, que amamente ela própria a criança ou apenas forneça seu leite, para ser dando à criança com a mamadeira. A mãe deve manter a mamadeira sob a axila até que o leite se aqueça, para passar sua energia vital calorífica para o bebê. Após tais cuidados, ela pode envolver carinhosamente seu bem e agir como se estivesse amamentando naturalmente: pouco ou quase nada ele terá perdido com este processo.
Mas há situações em que o aleitamento natural tonul-se impos-sível, sem outra saída a não ser partir, para a alimentação artificial. E preciso saber, então, que as reaçiJes à introdução de uma nova dieta variam muito de bem para bebê e que a adaptação deve ser avalíadn atentamente, tanto pela mãe como pelo pediatra.
A substituiçiio que parece mais óbvia é, sem dúvida, pelo leite de vaca. Entretanto, ela deve ser evitada. No reino animal, cada espécie produz o leite apropriado para sua cria; embora alguns sejam bem tolerados pelos bebes - como o de vaca e o de cabra, por exemplo - e até apresentem maiores quantidades de proteínas e outros nutrientes que o leite materno, eles não são adequados para o ser humano. Comprovadamente, provocam diversos tipos de reações alérgicas, além de estarem ligados a futuros problemas reumáticos, calcificações articulares, arteriosclerose e aterosclerose.


O leite vegetal

Existem diversos outros tipos de leite, de origem vegetal, que são bem aceitos por naturalístas de todo o mundo, como os leites de cereais integrais ou de feijào de soja, cuja fórnula de preparo está sendo estudada e aperfeiçoada no sentido de contribuir mais e melhor para o desenvolvimento da criança. Hoje, por exemplo, não é mais recomendndo preparar o conhecido "leite de cereais" com farinhas integrais, pois assim o leite perde a energia vital do cereal e oxida rapidamente, podendo mesmo tornar-se prejudícial ao organismo.
Para obter o melhor leite de cereais, deve-se moer os grãos no momento de fazer a mamadeim ou pelo menos no dia em que vai ser consumido. Igual cuidado é aconselhado para o leite de feijão de soja, que, preparado dessa fonna, resulta num alimento mais rico e substancioso.
Sabe-se também que o leite de soja não deve ser usado ininterruptamente, mesmo diluído, pois no nosso organismo a soja passa a atuar como fator descalcifican-te, embora seja um alimento rico em cálcio. Esse fenômeno ocorre porque o cálcio é assimilado no intestino pelos mesmos canais de captação que o fósforo, elemento que a soja apresenta em teor mais elevado. Assim, pam suprir as necessidades diárias de cálcio, o organismo procura captar esse componente nos ossos, por meio da corrente sanguínea. Naturalmente, só haverá descalcificaçiio na cn'ança que receber leite de soja com muita freqüência e em altas doses. Acrescentado ao leite de cereais, no entanto, o leite de soja torna-se um excelente complemento alimentar.


A indispensável observação

Como se trata de uma fonna de alimentação que não reproduz por completo as condições ideais do aleitamento natural, independentemente do método escolhido é importante obseroar com atenção se o desenvolvimento dn criança corresponde aos padrões nonnais de crescimento e peso, para readaptar a alimentação sempre que necessário.
É bom lembrar também que, junto com a possibilidade do aleitamento natural, o bebê perde uma fanna insubstituível de carinho e interação com a mãe, e não são raros os casos em que ele passa a apresentar sinais de carência afetiva, Cabe aos pais perceber essas manifestações e procurar impedir que isso venha a comprometer o desenvolvimento emocional e psicológico de seu filho,

domingo, 10 de mayo de 2009

Método de controle natural

Mais do que um método de controle de natalidade, o planejamento familiar natural reflete um modo de vida, uma escolha madura e consciente do casal.
De acordo com os princípios da medicina natural, os anticoncepcionais orais (pilulas) devem ser evitados, pois são muito perigosos para o bom equilibrio hunnanal e comprometem a saúde geral da mulher. O uso do diafragma e do dispositivo intra-uterino (DIU) também pode provocar distúrbios, como rejeição por parte do organismo e a criação de um ambiente propício a infecções e inflamações.
Por esses motivos, o método anticoncepcional mais aconselhado é a tradicional "tabelinha'; que mostramos aq"Ai numa versao mais evoluida e adaptada. Este é um método baseado no ciclo menstrual normal e deve ser usado com cuidado. As mulheres com ciclo menstrual irregular precisam se submeter a um tratamento para regularizá-lo antes de começar a seguir este método.
O primeiro dia da menstruaçaio (o dia em que o sangue aparece) é considerado o pnimeiro dia do ciclo, a partir do qual se começa a contagem para a tabela. No 14 dia, geralmente o óvulo está presente nos ovários ou nas trompas e pode ser fecundado - ele demora cerca de 14 dias para estar "maduro" e nessas condições tem aproximadamente dois dias de vida. Assim, o periodo mais fértil da mulher vai de dois dias antes até dois dias depois do 14 dia, quando o óvulo atinge a maturação máxima, ou seja, do 12 ao 16 dia após o início da menstruação.
Como margem de segurança, nesta tabela a mulher é considerada fértil do la ao 20 dia do ciclo. Fora desse período, as relações sexuais são seguras: não produzem gravidez, a não ser que ocorra uma alteraçao ou desequilibrio exatamente no meio do ciclo, retardando a ovulaçao.
O método natural de evitar a gravidez consiste em abster-se das relações sexuais durante o período fértil ou então usar cremes vaginais espermicidas ou preseroativos masculinos nesse período. Esses são os únicos contraceptivos que não agridem o organismo.
É necessário lembrar, no entanto, que podem ocorrer variações na ovulaçao. Assim, para ser eficaz, este método deve ser aliado ao controle freqüente da saúde honnonal da mulher, por intermédio de uma vida mais natural.
Em princípio, se tanto o homem quanto a mulher suportam bem um período de abstinêncin sexual que pode ir de 10 a 15 dias no mês, e se o casal considera que o sacrifício é plenamente compensado pela ausência de preocupações com efeitos colaterais, então o planejamento familiar natural é sem dúvida a melhor opção.

martes, 14 de abril de 2009

Parto Leboyer

Um jeito sereno de amenizar o trauma do nascimento. Um dos principais propósitos da medicina natural é estimular as pessoas a se relacionarem de forma mais harmónica e profunda com a natureza. No que diz respeito à gravidez e ao parto, é importante que o "casal grávido" perceba a singularidade do momento por que está passando e a responsabilidade que tem diante da maravilhosa experiência qlle é trazer à luz um novo ser.
Da mesma fonlla, é também fundamental que o parteiro ou o obsletra compartilhem desles prillcípios. Fréderic Leboyer, 11m famoso obstetra francês, dedicou sua vida a mostrar ao mundo que o parto que se pratica normalmellte é agressivo, maltrata a criança e produz nela. uma grande insegurança. Leboyer instituiu uma téc¬nica de parlo diferente da que se praticava em sua época (e ainda se pratica muito), na qual todos os fatores de agressão a criança são elminados ou minimizados: o ruído excessivo lia sala de parto, o ar-condicionado, as sondas, a luz exagerada, as clássicas palmadas no recém-nascido, o corte imediato do cordão umbilical e o brusco afastamento entre a mãe e a criança.
Leboyer também efjatízou a importância da presença do pai ou de um amigo ou parente do sexo masculino na sala de parto, para que se produzisse uma inleraçao energética com a criança. Por esse mesmo motivo o obstetra francês recomendava que o bebê fosse colocado junto ao seio da mãe imediatamente após o nascimento, antes mesmo que o cordão umbilical fosse cortado. E no "parto Leboyer'; como se tornou conhecido, podese observar que o recém-nascido começa logo a sugar o seio materno, enquanto recebe uma massagem carinhosa do pai. Esse momento é sentido pela criança como uma cerimônia cósmica de boas-vindas e de amor.

Certamente todos nós gostaría-mos de ter sido recebidos dessa maneira.

viernes, 27 de marzo de 2009

Parto de cócoras

Para os adeptos da nova medicina e para todos os que estudam e observam os fenômenos da natureza, a maneira mais fisiológi¬ca e natural de dar à luz é na posição de cócoras, como as índias.


O parto na posição deitada, comumente preferido pelos obstetras modernos, surgiu na Idade Média, quando a medicina decidiu incorporar o parto às suas atividades. Antes disso as mulheres davam à luz com a ajuda de experientes parteiras e freiras, e o médico só era requisitado quando surgia alguma complicação. Nessas ocasiões, os médicos costuma vam colocar a parturiente na posição deitada, a fim de facilitar o exame e a manipulação. Com o tempo, os médicos assumiram por completo a execução dos partos e essa posição acabou se tornando a "oficial". Nessas condições, no entanto, a criança sai "para cima': ao mesmo tempo que o trabalho do útero é dificultado pela compressão de importantes vasos do abdome, perturbando a oxigenação materno-fetal.


No parto de cócoras, por outro lado, a própria força da gravida de auxilia a expulsão do feto, tornando a mais rápida e ativa por parte da mulher. As ilustrações mostram o canal de parto e as forças que agem sobre a criança no momento do nasdmento. Fica evidente que o parto de cócoras propicia melhor desempenho, pois nessa posição o canal de parto fica praticamente vertical.


jueves, 12 de febrero de 2009

Assitência imediata ao recém-nascido

Logo após o nascimento são feitos cinco testes simples para avaliar as condições gerais do recém-nascido - a soma das notas é o chamado índice de Apgar.
A assistência ao recém-nascido começa já com o desprendimento da cabeça, quando se prooede à limpeza de seu rosto. Logo após o nascimento, a primeira atençiío do médico está voltada para o estabelecimento da respiraçiío da criança: o bebê normal respira e chora assim que vem para o mundo exterior.
Com gaze esterilizada, completa-se a limpeza do rosto da criança; quando há secreçoes, a boca ,e as narinas são cuidadosamente aspiradas com uma sonda de borracha macia para evitar,o itraumatismo das mucosas. O recém nascido é colocado com a .cabeça mais baixa que o corpo, ,a fim de facilitar o escoamento das secreçoes.
Para avaliar a vita'lidade do recém-nascido, é utilizado o índice de Apgar, que informa o estado de saúde do feto e também ns condições futuras da criança. A tabela indica os sinais usados no processo e as respectivas notas. Em geral as contagens siio feitas no primeiro e no quinto minuto após o nascimento. Os recém-nascidos com índices de Apgar 8 ~ 10 sao considerados vigorosos, e os restantes, deprimidos.
Em seguida o médico ou parteiro aperta o cordiio umbilical com duas pinças, mais ou menos a 4 centímetros de distância do abdo-me. Antes do pinçamento, verifica o cordao a fim de no esmagar parte do conteúdo abdominal, provocando hérnias. O cordao é entao seccionado entre as duas pinças e a ligadura realizada com um fio esterilizado forte.

domingo, 11 de enero de 2009

Parto natural: as melhores boas-vindas ao bebê

Completado o desenvolvimento no ventre materno, o feto está pronto para atravessar o canal de parto, rumo ao mundo exterior. Para sua tranqüilidade, toda a parturiente deve conhecer o mecanismo do 'parto e saber como ele se inicia. Afinal, nesse momento o trabalho é realizado por mãe e filho, num ato de amor que envolve apenas os dois - o médico ou parteiro estão ali apenas para ajudar.
A fim de poder contribuir de forma ativa e harmoniosa para a chegada de seu filho, é importante que a futura mãe saiba exatamente o que vai acontecer com o seu corpo e quais são as etapas pelas quais ela e o bebé vão passar. Sem segredos nem surpresas, a experiência do parto tem rudo para ser um instante de integração sublime entre ambos.
Podemos dividir o parto em três períodos: o primeiro e o mais longo é aquele em que o útero se dilata para dar passagem ao bebê; o segundo é o da expulsão ou saída do bebê: o nascimento; e o terceiro, aquele em que a placenta é expelida, saindo do corpo da mãe.
A dilatação do útero o bebê é empurrado para o mundo exterior graças às enérgicas contrações do útero. O "motor" que abre o útero e empurra o bebê para fora é a contração: cada vez que uma dessas 'ondas se espalha pelo órgão a criança é empurrada para baixo e comprime colo uterino, forçando sua abertura.


Clinicamente, considera-se iniciado o trabalho de parto quando começam a ocorrer contrações uterinas regulares e freqüentes, sentidas pela gestante. Gradualmente, elas se tornam mais e mais freqüentes, intensas e demoradas. No início do trabalho de parto costumam ocorrer cada 10 minutos, e duram 30 segundos; no final chegam a ocorrer cada 2 minutos, durando 1 minuto.
Com as contrações, o colo do útero vai ficando mais fino e se abre progressivamente. Rompese então a bolsa das águas. Durante esse processo o bebê vai descendo, empurrado pelas contraçoes, e roda como um parafuso. Com tal movimento ele atravessa toda a bacia materna. Na fase final da dilatação as contraçoes ocorrem cada 2 ou 3 minutos e a abertura do colo já é de cerca de 10 centímetros, o suficiente para a passagem da cabeça e do corpo do bebê.
A duração deste primeiro período varia muito, pois depende da força das contraç6es e resistência do colo. Se as contraçoes são fortes e o colo é pouco resistente, o penado será mais curto; se as contrações são fracas ou o colo é muito rígido, vai demorar mais. Em geral, no primeiro parto o colo é mais resistente, e por isso esta primeira fase dura mais. A tensão pode enrijecer o colo e tornar sua abertura mais difícil; uma parturiente calma e segura, psicologicamente preparada, contribui para encurtar seu próprio trabalho de parto.



A saída do bebê

A esta altura do trabalho de parto o bebê já ultrapassou os maiores obstáculos ao seu nascimento - a bacia materna e o colo uterino. Nesta fase ocorre uma animação psicológica, pois a gestante pode sentir o progresso da criança através do canal vaginal. A mulher percebe que está vencendo as dificuldades e um novo elemento entra em jogo: o impulso instintivo de assumir posição mais favorável, com as pernas dobradas e separadas. As contraçoes se tornam muito freqüentes e a parturiente sem perceber contrai os músculos do abdome, o que ajuda a expulsão. A musculatura uterina e abdominal fazem a maior parte do trabalho, e cada nova contração a cabeça do bebê pressiona mais a vagina.


Quando entra no período de expulsão, a parturiente é levada para a sala de parto. O ideal é que o ambiente transmita tranqüilidade: iluminação suave, pessoas falando em voz baixa. Esta fase é muito mais curta que a anterior: dura apenas minutos, pois as contraçoes são fortes, o colo já está dilatado e a resistência da vagina é mínima.



Nesse momento a futura mãe deve escolher a posição em que se sentir mais confortável: pode ficar meio senda (as mesas de parto modernas permitem isso) ou então 'apoiada numa almofada ou no marido. Melhor ainda é ficar ajoelhada ou de cócoras; já a pósição deitada é a que menos favorece a expulsão do bebê. O importante é que a parturiente tenha liberdade de se movimentar e ajudar o parto, cooperando voluntariamente com as contraçoes involuntárias do útero.


A vagina não constitui um entrave para o parto: é um canal de paredes elásticas, capaz de distender-se sem dificuldade para a passagem do bebê. No momento final do parto, chamado "coroamento", a mulher deve relaxar o períneo, para evitar sua ruptura. O médico sustenta a cabeça do bebê com a mao esquerda para impedir que ela se desprenda repentinamente, o que pode causar lesões nos vasos cerebrais. Com a mão direita, usando o polegar e o indicador e wn pedaço de gaze, o médico aperta o períneo, enquanto a cabeça do bebê sai aos poucos.


A parturiente faz a respiração superficial ou arquejante, como a de um cachorro cansado, para que o obstetra possa girar a cabeça do bebê e aco¬modar os ombros. Logo depois, a mulher deve empurrar novamente, para que saia primeiro o ombro que está mais alto, depois o outro, e fi¬nalmente o restante do corpo. E a mãe, aliviada e feliz, sabe que terminou o período expulsivo do parto.


A expulsão da placenta

Tecnicamente, o parto não termi¬na com o nascimento da criança: li¬gada à outra extremidade do cordão umbilical está a placenta) que tem de ser deslocada da parede uterina e ex¬pelida. Esse período final do parto é a dequitação - que começa ao ser seccionado o cordão mnbilical e ter¬mina com a expulsão da placenta.


Para a parturiente, este é o período mais fácil de todo o processo. O colo do útero completamente dilatado não oferece nenh um obstáculo à passagem da placenta, de consistência mole e muito menos volumosa que a criança. O processo, portanto, é rápido - dura cerca de 15 minutos. Não se deve puxar o cordão umbilical para apressar a saída da placenta; no máximo, o médico pode fazer uma ligeira torção da parte da placenta que se apresenta pelo canal de parto.
A pós a dequitação, o útero inicia seu processo de involução e de recuperação. No início a emissão de sangue é abundante, mas passadas algumas horas o sangue se torna escasso para dar lugar a uma secreção serossanguinolenta e depois serosa amarelada nos dias que se seguem ao parto.
Logo após o parto, e també'm durante as primeiras horas que se seguem, são comuns as cólicas e os espasmos uterinos, conseqüência das contraturas que esse órgão sofre.





viernes, 14 de noviembre de 2008

Ginástica para a gestante

Sao exercícios simples, que ajudam a atravessar a gravidez com boa disposição física e preparam seu corpo para o momento do parto. Como alguns deles exigem a ajuda de outra pessoa, procure fazê-los junto com seu parceiro: é um bom momento para o futuro pai compartilhar os preparativos para a chegada do bebê.


Exercício 1

Para manter a postura correta da coltma vertebral e evitar posiçoes viciosas, senfe-se com as costas eretas apoiadas 1m parede, as pemas cruzadas e lima almofada pequena embaixo de cada joelho.




Exercício 2

A fim de trabalhar a musculatura intema das coxas, apóie o pé num suporte de uns 40 centímetros de altura, com a perna dobrada e forçando o joelho para a frente. Fique nessa posiçao duranfe 10 minutos e depois balance a pema para relaxá-Ia. Repita o exercício com a outra perna. Procure manter a respiração profunda, lenta e compassada.




Exercício 3

Para domir melhor, deite-se de lado sobre o abdome, com o joelho levemente dobrado.




Exercício 4

Apóie as costas mlll/a parede, deixando os Joelhos levemente dobrados. Fique assim durante 5 minutos. Aumente o tempo para 10 minutos e depois para 15 minutos, a medida que os musculos forem se acostumando com o esforço. Durante o exercício mantenha uma leve pressão sobre o períneo e a respiração profunda e compassada.




Exercício 5

Sempre que possível, e principalmente ao executar tarefas domésticas, mantenha os joelhos dobrados e as pemas ligeiramente abertas.



Exercício 6

Este exercício é um dos mais importalltes para o momento do parto, pois ajuda a reforçar o períneo. Trata-se da posição mais comun entre as mulheres indígenas. Sempre que possivel fique de cócoras, com os joelhos o mais afastadas que conseguir.



Exercício 7
Ajoelhe com as maos no chao e os braços estimados, depois eleve as costas diversas vezes, fazendo pressão contra as mãos de uma outra pessoa. Faça o exercício durante 5 minutos seguidos, respirando lenta e profundamente.




Exercício 8
Peça para alguém fazer leves massagens cm suas costas enquanto você fica sentada numa cadeira, com os braços e a cabeça apoiados no encosto, abrindo e fechando as pernas. Respire normalmente durante o exercício.




Exercício 9
Fique de cócoras, com os joe¬lhos afastados, de mãos dadas com outra pessoa, que deve fi~ car de pé. Levante e abaixe di¬versas vezes, aumentando o número de vezes à medida que os meses forem decorrendo e os músculos se arostwl1tmdo ao mo¬vimento. Respl."re profUlufamel1te durante o exercício, inspiran¬do ao levantar e expiran¬do ao abaixar.



lunes, 29 de septiembre de 2008

Nove meses de vida intra-uterina

Nestas páginas do blog você acompanha, mês a mês, a extraordinária transformação do novo ser, que no calor do útero materno se prepara para vir ao mundo.

Uma nova vida principia exatamente no instante em que o espermatozóide penetra no óvulo. Logo após a fecundação, as células começam a se reproduzir, o que em geral ocorre nas trompas ovarianas. A união do óvu lo com o espermatozóide forma o que se chama de "ovo': que então percorre a trompa até se fixar na parede do útero, já preparada para recebê-lo, denominada endométrio. O fenômeno de fixação do ovo é chamado de "nidação" e acontece nas primeiras horas após a fecundação.

Embora seja uma situação rara, às vezes a nidação ocorre fora do útero, nas trompas ou no ovário, e requer intervenção cirúrgica. É o que se chama gravidez tubária ou ectópica, cujos sinais clínicos são facilmente reconhecidos pelo médico.



Primeiro mês

No final deste período, medindo 5 milímetros, o embrião é 100 vezes maior que o óvulo fecundado. Os intestinos estão em formaçâo e pequenas protuberâncias já anunciam os braços e as pernas. O coração, que é um tubo em fonna de "U': começa a bater.




Segundo mês

Com oito semanas o embrião já mede 2,5 centímetros de comprimento, possui cérebro, medula espinal e sistema cireulatório. Perde a pequena cauda, que formará o cóccix. Todos os órgaos principais estilo formados, o coração bate forte, o fígado, os rius e o estômago começam a funcionar. Os oilvidos estão se formando, assim como os olhos, mas as pálpebras permecem fechadas. O embriiio já tem bracinhos e perninhas.




Terceiro mês

Neste mês o embriao passa à categoria de feto e já mede 9 centímetros. Os órgãos sexuais e as unhas estão se formando. Todos os órgãos já estão presentes e dai em diante vão apenas se aperfeiçoar. Os braços e pernas já se mexem, embora a mãe ainda não sinta os movimentos. O sangue é bombeado ritmicamente através das veias do pulmão, e assim começa a se estabelecer a freqüência de batimentos que penniíirá ao bebé respirar oxigénio mais tarde.




Quarto mês

Com quatro meses o feto ainda tem uma cabeça enorme, desproporciollal em relação ao seu comprimento de cerca de 18 cen¬tímetros. Pesa cerca de 110 gra¬mas e está recoberto por uma lanugem crespa e gordurosa que evila que o líquido anllJiótico amoleça sua pele. Seu pequeno coração bale duas vezes mais rá¬pido que o dos adultos; o sexo já é evidente e todos os musculos vao se tomando mais fortes e mais ativos.




Quinto mês

Aos ciuco meses o feto eul m em cantata com o mundo: sua mãe senle seus primeiros ponta-pés e ele reage quando ollve ruídos extemos muito fortes. Tem também reaçoes táteis e já pisca os olhos. Os ossos e as unflas começam a endurecer, aparecem os mamilos e ele já pode soluçar e sugar o dedo. Os pulmões estilo formados, mas ainda nao amadureceram o suficiente para funcionar por conta própria fora do úlero.




Sexto mês

Com 30 centímetros e cerca de 675 gramas, o feto movimenta-se muito, o bastante para fazer o abdome da mae mexer-se. A lanugem cai, sendo substituída nelas cabelos. O corpo é agora todo protegido por uma substância branca e oleosa (vémix caseoso). As pálpebras chegam a se abrir, mas os olhos ainda estalo cobertos por uma membrana fina.




Sétimo mês

Os complicados centros nervosos estabelecem conexoes e os movimentos do feto tornam-se mais coerentes e variados. Ele mede cerca de 35 caltímetros e pesa mais de 1 quilo. Se nascer agora, suas chances de sobrevivência serão bem maiores do que antes. Os olhos já estão abertos e a membrana que os cobria de¬sapareceu. A pressão cada vez maior que o bebê faz sobre o estômago da mãe chega a provocar azia e indigestão. Ela deve faur refeiçoes pequenas e bem nutritivas.




Oitavo mês

O bebê agora cresce velozmente, medindo de 40 a 45 centímetros e pesando cerca de 2 quílos. Este é o mês do embelezamento: a gordura vai distendendo a pele até então enrugada. Os pulmões já estão bem desenvolvidos e o feto tem boas chances de sobreviver a um parto prematuro. O útero da mãe pode ter aumentado até 20 vezes o tamanho original. O espaço dentro dela está tão congestionado que o umbigo começa a sobressair. O bebê ocupa agora uma posição mais ou menos fixa, preparando-se para o nascimento.




Nono mês
O bebê prepara-se para nascer: ganha peso e a força de que necessita para o trabalho que vai enfrentar. Sua cabeça desliza e começa a descer pela cavidade uterina, aguardando a hora do nascimento. A mãe terlde a inclinar mais ainda o corpo para trás, o que pode provocar dores nas costas. O repouso é essencial, pois o parto está próximo.




lunes, 14 de julio de 2008

Conselhos para uma gravidez sadia




1. Faça mais refeiçoes, comendo quantídades menores de cada vez.

2. Para evitar o enjôo matinal dos primeiros meses, mastigue um pedaço de pão integral seco ou coma um pedaço de maçã pela manha, ao levantar.

3. Coma devagar, mastigando lentamente. Nunca se alimente às pressas e muito menos em excesso.

4. O aumento de peso da gestante ni/o deve passar de 1 quilo por mês. Se você engordar mais do que isso, diminua os carboidratos e as gorduras.

5. Evite tomar laxantes. Se a dieta de cereais integrais, frutas e verduras não for suficiente para estimular o intestino, experimente uma destas alternativas:
• no café da manhã, tome 1 colher (de sopa) de jarelo de trigo diluída em leite ou suco de frutas;
• deixe de molho, de um dia para o outro, 1 colher (de sopa) de sementes de linhaça; coma de manhã, misturadas com 1 colher (de sopa) de mel;
• de manhã, coma um pedaço de mamão ou então algumas ameixas secas deixadas de molho durante a noite.

6. Após o quarto mês, mio esqueça de tomar cálcio. Peça orientaçao para seu médico.

7. Para evitar a anemia, comum nos últimos meses de gravidez, tome sucos verdes (misturas de agriao, espinafre, salsa, escarola, couve, mastruz), cujo gosto pode ser atenuado com pepino, cenoura, ervadoce ou beterraba. Existe outro método simples de ingerir ferro que é bastante curioso: todas as noites, enfie 12 pregos numa maçã ácida; de manha, retire-os e coma a maçã. Aproveite os mesmos pregos para a maçã do dia seguinte. O método é muito eficiente, pois o ácido málico presente na fruta provoca a oxidação do ferro, que é facilmente absprvido pelo organismo. As vezes a acloridia (ausência de ácido clorídrico na secreção gástrica) do estômago das gestantes dificulta à absorçiio do ferro; pode-se entao usar o ácido , hidroclorídrico D3 (10 gotas em água antes de cada rejeição).

8. Em caso de edemas (incchaços), é necessário diminuir o sal e comer hortaliças diuréticas, como salsao, chuchu e erva-doce, ou fazer uma dieta de arroz cozido sem sai, várias vezes ao dia. Essa dieta também é ótima quando há aumento de pressão arterial ou ameaça de eclâmpsia (fonna convulsiva de intoxicação do sangue nas gestantes). No dia da dieta de arroz sem sal a grávida deve ficar de preferência em repouso, e pode tomar chás diuréticos, como equi setum (cava linha), cidreira, cabelo-de-milho ou chá renal. Nao usar outros chás, como carqueja, abacate, etc., que podem ser abortivos.

9. Niio tome nenhum remédio sem antes falar com seu médico - vários medicamentos têm efeitos prejudiciais graves sobre o feto, como retardamento mental e malfonnações, entre outras alterações.

10. Está provado cientificamente que mulheres que fumam diio à luz crianças de baixo peso - em média, cerca de 250 gramas a menos que crianças de maes não fumantes; quanto à ingestão de álcool, pode provocar no feto malfonnações cranianas e faciais, dependendo da quantidade e da freqüência. Portanto, nada de cigarros e álcool.

jueves, 27 de marzo de 2008

A importância da alimentação

Tudo o que o ser humano ingere é responsável pela formação da sua essência biológica. Assim, nossa saúde depende basicamente da qualidade da alimentação.

A medicina natural dá muita importância à dieta da gestante, pois o tipo de alimentação determina em grande parte a evolução da gravidez, as condições do parto, da lactação, do puerpério e a própria saúde da criança. Essa afirmação nau é exagerada. Médicos naturalistas têm constatado que quando a gestante não controla a alimentação de modo racional c abusa de carne, doces, enlatados, refrigerantes e farinhas refinadas, invariavelmente apresenta in¬chaços, prisão de ventre, varizes, pressão arterial elevada ou baixa, cansaço excessivo, tonturas, vómitos constantes, parto difícil, ausência ou insuficiência de leite. Sem contar, é claro, que acaba comprometendo a saúde de seu filho.

O ideal para a gestante é uma dieta variada, rica em verduras, legumes, leguminosas, mel, nozes, carnes brancas, ovo caipira, raízes e cereais integrais, que mantém o organismo em perfeita harmonia com a natureza. Dentro desse espírito, deve-se procurar manter um equihbrio, evitando radicalismos como certas regras inflexíveis da macrobiótica, dietas com escassez de proteínas, etc.
Desaconselha-se também por completo o uso de cigarro, drogas, bebidas alcoólicas, bem como o excesso de trabalho ou a indolência, os hábitos noturnos, a falta de sol e de cantata com a ar livre. Tudo isso impede o desenvolvimento saudável do feto, podendo comprometer a criança para o resto da vida.

jueves, 17 de enero de 2008

As mudanças do organismo

Não é só o corpo da mulher que se modifica durante a gestação - as emoções também ganham um colorido diferente e precisam ser bem compreendidas.

Com o correr dos dias, o organis mo da gestante vai sofrendo diver sas alterações. Não apenas o útero aumenta de volume para acompa nhar o crescimento do bebê e os seios se desenvolvem para a ama mentação, mas todos os órgãos ace leram seu ritmo de funcionamento. O coração bate mais rápido para le var mais sangue até a placenta e as segurar ao feto os elementos essenciais ao seu desenvolvimento; a respiração é acelerada para dar mais oxigênio ao sangue; os rins fun cionam mais, para filtrar os produ tos do metabolismo da mãe e do filho. Todo o organismo trabalha em conjunto para criar um novo ser per feito e saudável.

Embora nenhuma grávida seja igual a outra e, numa mesma mu lher, cada gestação assuma caracte rísticas particulares, o conjunto de alterações orgânicas que ocorrem nesse período costuma provocar al gum tipo de desconforto na maioria das gestantes. A seguir apontaremos as alterações mais freqüentes, suge rindo como podem ser amenizadas de forma natural, sem o uso de me dicamentos.



Náuseas e vômitos


Nos primeiros meses é muito co mum a gestante sentir náuseas, acompanhadas ou não de vómitos, salivação e azia. A causa desses sin tomas - que em geral desaparecem por volta do quarto mês - é motivo de muita controvérsia entre os mé dicos: alguns afirmam que o descon forto se deve à carência de vitaminas do complexo B; outros que se trata de uma reação do organismo aos hormônios produzidos durante a gravidez; e outros, ainda, conside-ram-no um fenómeno psicologico, talvez provocado pelo medo de ser mãe ou por uma certa rejeição in consciente ao bebê. Até hoje não existe explicação satisfatÓria para o famoso "enjôo de gravidez", mas o fato é que ele é bem conhecido da maioria das grávidas.

Para amenizar essas perturbações, é importante não deixar o estômago vazio por muito tempo: a gestante provavelmente vai se sentir melhor fazendo uma pequena refeição cada três horas e evitando comidas gor durosas e condimentadas. Mas se os vómitos são freqüentes e intensos, é necessário informar o médico, pois existe risco de enfraquecimento e de desidratação.


Não é só o corpo da mulher que se modifica durante a gestação ~ as emoções também ganham um colorido diferente e precisam ser bem compreendidas.

Com o correr dos dias, o organis mo da gestante vai sofrendo diver sas alterações. Não apenas o útero aumenta de volume para acompa nhar o crescimento do bebê e os seios se desenvolvem para a ama mentação, mas todos os órgãos ace leram seu ritmo de funcionamento. O coração bate mais rápido para le var mais sangue até a placenta e as segurar ao feto os elementos essenciais ao seu desenvolvimento; a respiração é acelerada para dar mais oxigênio ao sangue; os rins fun cionam mais, para filtrar os produ tos do metabolismo da mãe e do filho. Todo o organismo trabalha em conjunto para criar um novo ser per feito e saudável.

Embora nenhuma grávida seja igual a outra e, numa mesma mu lher, cada gestação assuma caracte rísticas particulares, o conjunto de alterações orgânicas que ocorrem nesse período costuma provocar al gum tipo de desconforto na maioria das gestantes. A seguir apontaremos as alterações mais freqüentes, suge rindo como podem ser amenizadas de forma natural, sem o uso de me dicamentos.


Cansaço e sonolência

Bastante comuns nas primeiras se manas de gravidez, a fadiga e a so­nolência são provocadas por alterações hormonais que relaxam a musculatura e baixam a pressão ar teriaL Se a gestante passa muitas ho­ras sem comer, a quantidade de açúcar no sangue diminui, provo cando uma certa moleza e às vezes até tonturas.
Na maioria das vezes os sintomas desaparecem com um ligeiro repou so e a reposição do açúcar, simples mente comendo uma fruta ou tomando um copo de suco de frutas.


Dores nas costas

Desde as primeiras semanas de gravidez os ligamentos que unem os ossos da bacia ficam mais relaxados e com isso a bacia se alarga de 1 a 2 centímetros. Essa alteração pode provocar ligeiras dores nas costas.

Mais tarde, com o crescimento do feto, o útero se dilata e ao final da gravidez pode chegar até dez vezes seu tamanho normal, tornando-se também muito pesado. Ocorre então uma alteração funcional da coluna, conhecida como lordose de compen­sação. A gestante tende a deslocar a coluna torácica para trás e a coluna lombar para a frente, conforme mos tra a figura.


Mulheres que já sofrem de proble­mas na coluna ou têm tendência a eles precisam tomar todos os cuida­dos necessários para evitar a esco­liose, a hérnia de disco e outras alterações que possam ocorrer devi­do à modificação do eixo corporal durante a gravidez. O médico pode rá orientar sobre determinados exer cícios físicos que aumentam a flexibilidade dos músculos das cos tas e fortalecem os músculos abdo minais, prevenindo ou reduzindo as dores.


Vontade freqüente de urinar

Este sintoma também é um dos primeiros sinais de gravidez. O útero em crescimento faz pressão sobre a bexiga e a gestante sente mais von tade de urinar, às vezes tendo de le vantar durante a noite para isso. Depois do terceiro mês esse sintoma costuma desaparecer, pois o útero está mais alto, mas volta no final da gravidez, quando a cabeça do bebê comprime a bexiga da mae.
Não há nada a fazer para aliviar es ta sensação. Uma sugestão para a gestante dormir melhor é evitar ou diminuir a ingestão de líquidos à noite.


Gases e prisão de ventre

Certos hormônios que atuam du rante a gravidez relaxam os múscu los lisos do estômago e dos intesti nos. Em conseqüência, a digestão da gestante é lenta, provocando uma sensação de que a comida não des cc, a formação de gases e uma ligei ra azia. A prisão de ventre e os gases costumam provocar dores fortes, que a grávida pode confundir com as contrações uterinas. As cólicas intes tinais, no entanto, ocorrem fora dos limites do útero e no caso delas o ab dome não fica contraído e endure cido como acontece nas contrações uterinas.

O que se pode fazer para melho rar a digestão e aliviar esses sinto mas? Aqui vao algumas dicas:

• em vez de três refeições volumo sas ao dia, faça cinco refeições leves, incluindo verduras cruas e cozidas e frutas variadas (ameixa, figo, laran ja, tangerina e mamão são as mais indicadas);
• aumente a ingestão de líquidos (água, chás, sucos naturais), procu rando beber de seis a oito copos por dia;
• tome uma colher de mel e um co po de água morna pela manhã, em jejum, e à noite, antes de deitar;
• não use laxativos para combater a prisão de ventre: procure corrigir es se problema por meio de uma dieta rica em fibras - prefira os cereais in tegrais, as verduras e frutas e evite os alimentos industrializados e o açúcar refinado;
• crie o hábito de ir ao banheiro to dos os dias, mais ou menos à mes ma hora; quando sentada no vaso sanitário, eleve os pés sobre um ban quinho para facilitar a evacuação.


Hemorróidas

O mau funcionamento dos intes tinos muitas vezes provoca a dilata ção das veias hemorroidais, locali zadas no ânus. Durante ou após a evacuação pode aparecer sangue e às vezes surgem dores no local. As he morróidas podem se manifestar tam bém depois do parto, em conseqüência do esforço realizado na hora da expulsão do bebê.
Para aliviar as dores, experimente deitar de lado, com O quadril apoia do sobre um travesseiro, e aplicar compressas geladas no local. O me lhor, no entanto, é evitar o apareci mento das hemorróidas, prevenindo a prisão de ventre por meio de uma alimentação adequada.



Cãibras

Em geral as cãibras surgem nos úl timos meses de gravidez, quando a gestante está dormindo. São provo cadas peja má circulação do sangue, em conseqüência da pressão do be bê sobre as artérias e veias do abdo me. Quando sentir uma cãibra, es tique a perna e peça para alguém empurrar a ponta dos dedos do pé em direção aos joelhos, segurando até que passe a contração. Se estiver sozinha, estique a perna e procure pressionar a sola do pé na parede; assim que conseguir andar, coloque uma bolsa de água quente debaixo dos músculos contraídos ou friccio~ ne-os com álcool. Um banho morno antes de deitar também ajuda; tomar cálcio e vitamina D é o'utra maneira de combater as cãibras.


Varizes

São veias permanentemente dila tadas, geralmente nas pernas, mas que podem aparecer ainda na vul va e no ânus (neste caso, as hemor róidas). Apesar de tratar-se de uma tendência hereditária, atingem tam bém as mulheres que ficam muito tempo paradas de pé ou sentadas com as pernas cruzadas. A gravidez contribui para o aparecimento das varizes porque o útero aumentado faz pressão sobre as veias abdomi nais e prejudica toda a circulaçao abaixo da cintura. Por isso, a cada gestação elas pioram, sendo mais ob servadas nas mulheres que estão es perando o segundo ou terceiro filho. Na maioria dos casos, as veias vari cosas diminuem nas semanas se guintes ao parto, e algumas delas desaparecem.

Não se consegue evitar completa­mente as varizes, mas há maneiras de reduzir o desconforto que elas provocam:
• procure andar e movimentar-se, não fique muito tempo parada;
• se o seu trabalho a obriga a ficar de pé, ande de vez em quando paraativar a Circulação ou sente-se com as pernas elevadas;
• quando sentada, não cruze as per nas nem deixe que a cadeira pres sione-as abaixo dos joelhos;
• deitada, coloque os pés sobre um travesseiro ou almofada, para que fi quem acima do nível da cabeça;
• sempre que puder, deite-se no chão ou na cama e eleve as pernas, apoiando o calcanhar na parede; fi que assim por 3 a 5 minutos, várias vezes ao dia;
• não deixe de usar meias elásticas durante o dia: coloque-as logo ao acordar, antes de levantar da cama, e só as retire à noite, quando for dormir;
• se você tem varizes vu]vares, pro cure descansar várias vezes ao dia, deitada de lado, com um travessei ro debaixo das nádegas - essa po sição eleva a baCia, produzindo um certo alívio.